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	<title>primeira fase do ciclo familiar &#8211; Margarete Volpi</title>
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	<description>Psicóloga</description>
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		<title>Fase de Aquisição na Família</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jul 2024 14:51:05 +0000</pubDate>
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							<p>A fase de aquisição no ciclo vital familiar é uma etapa cheia de entusiasmo e desafios. É o período em que os <a href="https://vimeo.com/363829583" target="_blank" rel="noopener">casais,</a> ao formar uma nova família, começam a <a href="https://margaretevolpi.com.br/aconselhamento-pre-conjugal/" target="_blank" rel="noopener">estruturar suas vidas</a>, tomando decisões que definirão seu futuro juntos. De acordo com Cerveny e Berthoud (1997), essa fase é marcada pela aquisição não apenas de bens materiais, como um lar, móveis e um carro, mas também de valores, costumes e a criação de um novo sistema familiar. Mas à medida que a sociedade evolui, novas configurações familiares surgem, trazendo à tona diferentes formas de viver essa fase tão importante.</p><h3><strong><b>O Início de Uma Nova Vida</b></strong></h3><p>Quando um casal decide se unir, seja através do casamento formal ou de uma união consensual, inicia-se um processo de construção que vai além do simples compartilhamento de um teto. Nesse início, os parceiros buscam conquistar estabilidade financeira, escolher o lugar ideal para morar, adquirir os bens necessários para facilitar o dia a dia e, ao mesmo tempo, começam a estabelecer as bases do que será a nova família.</p><p>Por exemplo, imagine um casal que, depois de anos de namoro, decide morar junto. Eles estão animados para montar a casa, escolher os móveis e decorar o novo lar. Cada decisão, desde a compra do sofá até a escolha dos pratos para a cozinha, faz parte da construção de um espaço que reflete a união deles. No entanto, essa fase não é apenas sobre a aquisição de bens, mas também sobre a construção de uma nova identidade familiar, onde ambos trazem e integram os valores aprendidos em suas famílias de origem.</p><h3><strong><b>A Formação de </b></strong><a href="https://margaretevolpi.com.br/familias-reconstituidas/" target="_blank" rel="noopener">Novos Modelos Familiares</a></h3><p>Hoje, a família não se limita mais ao modelo clássico nuclear de pai, mãe e filhos. A sociedade contemporânea abraça uma pluralidade de arranjos familiares que têm ganhado cada vez mais espaço. Temos as famílias monoparentais, onde os filhos convivem apenas com um dos pais, e as famílias reconstituídas, formadas por recasamentos onde filhos de diferentes uniões convivem sob o mesmo teto. Além disso, há casais que optam por não ter filhos e aqueles constituídos por casais homossexuais que, através de avanços científicos e tecnológicos, conseguem exercer a parentalidade por meio de técnicas como a inseminação artificial.</p><p>Por exemplo, considere uma mãe solteira que cria seu filho sozinha. Ela pode enfrentar desafios únicos, como equilibrar trabalho e vida pessoal, mas também pode construir uma rede de apoio entre amigos e familiares que a ajudam a compartilhar as responsabilidades. Por outro lado, pense em um casal homossexual que decide ter um filho através de inseminação artificial. Eles não apenas enfrentam o desafio de criar uma criança, mas também de lidar com as possíveis dificuldades sociais que podem surgir por conta de sua configuração familiar.</p><h3><strong><b>A Chegada do Primeiro Filho: Um Marco de Transformação</b></strong></h3><p>A chegada do primeiro filho é um momento transformador na fase de aquisição. Além de trazer uma nova vida para a família, essa fase redefine os papéis dentro do lar. O casal, antes apenas parceiros, agora assume as responsabilidades de pai e mãe, e com isso, novas questões surgem. Como equilibrar a vida profissional com as novas demandas familiares? Como manter a união do casal com as responsabilidades crescentes?</p><p>Imagine um casal que, após anos juntos, decide ter um filho. O entusiasmo da gravidez é seguido pela preparação para a chegada do bebê—montar o quarto, comprar as roupas e se preparar emocionalmente para a nova fase. No entanto, com a chegada do bebê, o casal percebe que as rotinas mudam drasticamente. As noites mal dormidas, a divisão das tarefas e o cuidado com o recém-nascido trazem novos desafios que exigem uma reavaliação constante da dinâmica familiar.</p><h3><strong><b>Novas Configurações e </b></strong><a href="https://margaretevolpi.com.br/psicoterapia-de-casal-superando-desafios/" target="_blank" rel="noopener">Desafios da Modernidade</a></h3><p>À medida que a sociedade se transforma, os modelos familiares também mudam. Hoje, vemos a emergência de famílias onde as responsabilidades são mais compartilhadas entre homens e mulheres. Em muitas famílias, o homem assume um papel mais ativo no cuidado dos filhos e nas tarefas domésticas, quebrando os antigos estereótipos de gênero. No entanto, essa mudança não é universal.</p><p>Em algumas regiões e culturas, especialmente em camadas mais pobres da sociedade, o modelo tradicional ainda persiste, com o homem como o principal provedor e a mulher como a cuidadora principal da casa e dos filhos. Isso cria um descompasso entre os velhos e novos modelos de vida familiar, onde muitas vezes as mulheres ainda carregam o peso de múltiplos papéis, enfrentando a difícil tarefa de equilibrar carreira, maternidade e vida pessoal.</p><h3><strong><b>O Desafio da Igualdade de Gênero</b></strong></h3><p>Apesar das conquistas na luta pela igualdade de gênero, as famílias ainda enfrentam desafios significativos para alcançar uma divisão mais justa das responsabilidades. Dependendo da cultura, da região e do nível educacional, o envolvimento do homem no cuidado da casa e das crianças pode variar consideravelmente. Em muitas famílias, ainda é a mulher que carrega a maior parte das responsabilidades domésticas e de cuidados, mesmo que também trabalhe fora.</p><p>Por exemplo, uma mulher que trabalha em tempo integral pode ainda ser a principal responsável por cuidar dos filhos, preparar as refeições e manter a casa em ordem. Esse acúmulo de funções pode gerar desgaste físico e emocional, enquanto o homem, mesmo que contribua, pode não compartilhar igualmente dessas responsabilidades. Esse cenário evidencia a necessidade de um diálogo contínuo e de um esforço conjunto para se criar um ambiente familiar mais equilibrado.</p><h3><strong><b>Conclusão: Construindo uma Nova Realidade Familiar</b></strong></h3><p>A fase de aquisição no ciclo vital familiar é repleta de desafios e oportunidades. À medida que as famílias modernas se afastam do modelo tradicional, novas configurações e arranjos surgem, refletindo as mudanças sociais e culturais de nossa época. Seja na escolha de onde morar, na decisão de ter filhos ou na forma como dividem as responsabilidades, os casais de hoje têm a oportunidade de construir um sistema familiar que reflita seus valores e aspirações.</p><p>No entanto, é importante lembrar que cada família é única e que não existe um modelo perfeito. O sucesso na fase de aquisição e em todas as outras fases do ciclo vital familiar depende da capacidade dos membros da família de se adaptarem, de dialogarem e de trabalharem juntos para enfrentar os desafios que surgem. É através desse processo contínuo de aquisição—seja de bens materiais, de valores ou de novas habilidades—que as famílias constroem suas bases para o futuro.</p><p> </p>						</div>
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							<h2><span style="color: #00ccff;">Bibliografia:</span></h2><ul><li><p>CARTER, B.; McGOLDRICK, M. <strong>As mudanças no ciclo de vida familiar: uma estrutura para a terapia familiar</strong>. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2022.</p></li><li><p>BOSZORMENYI-NAGY, I.; SPARK, G. M. <strong>Lealdade invisível: os laços intergeracionais na família</strong>. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2021.</p></li><li><p>WALSH, F. <strong>Fortalecendo a resiliência familiar</strong>. 2. ed. São Paulo: Roca, 2020.</p></li><li><p>CARTER, B.; McGOLDRICK, M. <strong>O ciclo de vida familiar: uma estrutura para a terapia familiar sistêmica</strong>. In: McGOLDRICK, M.; CARTER, B. (Orgs.). <em>As mudanças no ciclo de vida familiar</em>. Porto Alegre: Artmed, 2021. p. 1-29.</p></li><li><p>SCABINI, E.; CIGOLI, V. <strong>Famílias em mudança: limites e possibilidades na perspectiva do ciclo vital</strong>. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2020.</p></li></ul>						</div>
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